Bellinha representa um presente que tive como Dique, e Brinquinho, e outros quatro patas. O quanto trago vivo, como se fosse hoje as suas passagens pela minha vida. 
Há poucos dias no hospital ficava a imaginar o quanto a Bellinha sentia a minha falta, as visitas me confirmavam o seu ar quieto de quem espera, eu sentia muita saudade.
Adulto, repeti a mesma brincadeira de meus pais e dei o Bolinha para meus filhos, ganhei numa volta do trabalho. 
Cheguei com um pacote e filhos e esposa pensavam que era feijoada, mas na curiosidade tirei de um saco de papel um pulguento que precisou de muito cuidado e aí cresceu o carinho mútuo. Ele se foi altivo e digno como sempre viveu.
Veio a Maggie, a Meiga, um presente de grego de uma velha amiga de faculdade, uma amorosa quatro patas de fidalguia mas, que foi fruto de uma literal pulada de cerca de sua mãe que deu para o primeiro vira lata que apareceu. 
Foi o amor mútuo da minha mulher com a Maggie, mas como os outros esta nunca deixou de dedicar a sua existência para a família.
A Lassie foi mal recebida, mas com a dedicação da minha mulher o contágio emocional que faz mamíferos agirem em manada lembrou que a família tem um pouco de biológico e assim cresceu o carinho mútuo. 
Aquilo que na Lassie achávamos doença, nada mais era que a vida de um sofrido cão fadado a morrer rapidamente, mas que ganhou uma sobrevida e uma matilha amorosa que acho nunca teve. Voltaram os pelos brancos e esta velha senhora pouco latiu, mas chegou aos 19 anos, quando a sua partida sempre foi tida como eminente. 
A Bellinha anunciou com um comportamento de afastamento que aconteceria o desenlace, e assim se foi.
A Bellinha escancarou a revelação, ela me mostra pelo seu longo e terno olhar contemplativo que os cães se apaixonam incondicionalmente. Isto me despertou as velhas paixões de infância, ela talvez não saiba, mas recuperou o que os outros cães que tive fizeram pouco a pouco, pois o que sempre senti em relação aos cães foi amor, e este monte de pelo macio não me deixa um segundo. 
Mostra o quanto os outros cães me amam lá do lugar onde vivem os espíritos dos cães em sua trajetória criada pelo Incriado.

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Comentários

  • Passei aqui pela Comunidade e aqui estou a dizer que gostei muito deste texto, excelente partilha. De facto temos muito a aprender com o amor incondicional dos cães! Abraços
  • e eu adooooooooooro cachorro !!!!!!!! mais cansativos mais dependentes mas muuuuuuuuuuito cheios de tudo!!!!

  • Sergio Rosa,

    Adorei o que escreveu !!

    não há duvida que os animais, sejam pequenos ou grandes ,

    são os que mais sentem a ausência do dono, 

    feito "pai/mãe" deles rsrs,

    pior é quando se vão...

    aí fica um vazio enoooorme

    e mesmo que outros venham...

    alguns deixam uma marca tão profunda

    mas tão profunda, como se pessoas fossem.

    e não há como um bichinho

    bolinha de pelo ou montanha resfolgante babosa!

    para nos fazer sentir grandes, únicos e importantes!!!

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    abraço!!!

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