Parei Para Olhar As Flores

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Parei Para Olhar As Flores


Andei por calçadas da vida
Trilhei por territórios de meras despedidas
E confabulei em horizontes de vida vazia.


Vi muitas vezes o sol nascer
E também vi a noite entristecer
Congelando a alma em gotas de orvalho 
sopradas pelo vento que não me deixava viver.


Como é estranho sentir o barulho dos meus sapatos
Enquanto os pensamentos narram os fatos
De uma avassaladora palavra chamada relatos.


Nada nesse mundo para a nossa mente
Mesmo que nossas vontades sejam de um homem demente
Que busca caminhos diferentes.

Enquanto a tristeza é suprema
Vendo as diferenças entre a pobreza e a realeza
As realidades em poucos ângulos
Nos mostram a verdade com frieza.


Então caminho cabisbaixo entre curvas
Sem reconhecer quaisquer tipos de criaturas
Que andam perdidas em selvas
Oriundas 
onde o homem poderá ser qualquer figura.


Faço meu trajeto com temores
Finjo escutar o som de tambores
E vou seguindo meu triste destino
Tentando não sentir o cansaço e minhas dores
Então eu paro para olhar as flores.


Escritor Poeta Gaúcho, Marcantonio de Oliveira

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