comunidadeelabrasil (4)

  1. Mantenha-se paciente, tolerante e ajude a criança a descobrir atividades para ocupar-se. Use e abuse das suas memórias de infância. Você lembra-se de alguma brincadeira da sua época de criança? Então, aproveite as suas memórias infantis e aplique-as. Leve sempre em consideração a idade da criança, observando se ela está madura ou não para a atividade. A brincadeira pode aplicar-se a uma e não a outra, devido a maturidade emocional que se diferencia, de acordo com o processo de desenvolvimento de cada criança. Lembre-se que a criança precisa ocupar-se e o seu papel além de brincar com ela é orientá-la para que o lúdico aconteça de um jeito saudável para todos.
  2. Sente-se no chão, na cama ou na cadeira e posicione-se de maneira confortável e fique na mesma altura da criança.
  3. Deixe em lugares visíveis lápis de cor, papeis, cartolina, sacos de papel, caixas de sapato, cereais, ou seja, materiais que são seguros para a criança distrair-se sempre com a participação, supervisão ou orientação de um adulto.
  4. Use e abuse dos livros. Leia para a criança, dramatize a história, estimule-a a participar da encenação.
  5. Use a sua voz para criar brincadeiras cantantes. Por exemplo: peça à criança para entoar o nome dela, uma palavra ou uma frase em vários tons diferentes e todos repetem. Depois é a vez do adulto e todos repetem. Se na casa há várias pessoas, a brincadeira poderá  estender-se e tornar-se muito engraçada.

 

    Beijos e abraços virtuais são sempre bem-vindos.

 

Daniela Caramori Morgan – Psicóloga – CRP 06/102734

Marcelo Salgado – Psicólogo – CRP 06/81547             

Sergio Rosa – Psicólogo – CRP 06/15726

Vania de Castro – Psicóloga – CRP 06/15110

Saiba mais…

 É inevitável o sentimento de ansiedade. Entretanto, podemos aprender a lidar melhor com esse sentimento. Veja a seguir um exercício simples que pode ajudar a lidar com os sentimentos difíceis. 

 

  1. Perceba: - Perceba onde o sentimento doloroso está localizado – garganta? peito? abdômen? outro local? em vários lugares? Agora foque sua atenção na parte do corpo onde o sentimento é mais intenso e intencionalmente observe a sensação, como se você fosse um cientista curioso que nunca havia encontrado um sentimento como esse antes.
  2. Reconheça: - Use algumas palavras para reconhecer o sentimento. Talvez diga para si mesmo “Eu estou notando um sentimento de ansiedade/medo/incertezas / etc.”. Tente fazer isso sem julgamentos. Note qualquer ímpeto de julgar, criticar, lutar ou livrar-se do sentimento; procure deixar esse ímpeto ir e vir, e permita que o sentimento seja como é. Pare um momento para reconhecer que mensagem pode ser essa. Tente colocar a palma da sua mão, com amor e gentileza, sobre a área dolorosa: na maioria das vezes, isso é reconfortante.
  3. Dê espaço: - Por alguns segundos, mude a sua atenção para a sua respiração. Inspire profundamente e devagar, duas ou três vezes, mexendo sua barriga, não o seu peito. Então, enquanto você faz a próxima inspiração, dirija a respiração para dentro e por volta daquele sentimento intenso que você vem observando. Você pode interpretar esse processo da maneira que desejar – apenas tente imaginar que, de alguma forma, você está respirando para dentro e ao redor da sensação. Então, em vez de reprimir, esmagar ou comprimir o sentimento, você faz exatamente o oposto e abre-se, dando muito espaço para o sentimento. Você não precisa gostar do sentimento, você simplesmente permite que o sentimento esteja lá e abre espaço para ele.
  4. Expanda a consciência: - Agora você pode permitir que sua consciência se expanda gradualmente, de modo que você não repare apenas no sentimento, mas perceba gradualmente o resto do seu corpo e tudo o que você pode ouvir, ver, sentir, tocar e cheirar. Alongue-se gentilmente, solte seu corpo, e torne-se consciente daquilo que está a sua volta. Perceba que você pode estar ciente do sentimento doloroso e, ainda assim, estar também ciente do resto de sua experiência. Agora você pode decidir que atitude tomar, baseado em seus valores pessoais e não controlado por suas emoções! 

 

      Beijos e abraços virtuais são sempre bem-vindos.

 

Daniela Caramori Morgan – Psicóloga – CRP 06/102734

Marcelo Salgado – Psicólogo – CRP 06/81547             

Sergio Rosa – Psicólogo – CRP 06/15726

Vania de Castro – Psicóloga – CRP 06/15110

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Saiba mais…

 O que fazer com os que estão nas linhas de frente dos equipamentos de saúde, da área social e de segurança? O que fazer com aqueles que estão isolados na rua, na falta de moradia e na fome? Se a desproteção deles não atinge ou não preocupa as pessoas, podemos dizer que o vírus está expondo outro problema, a falta de empatia. A mesma empatia que nos leva a correr às farmácias e estocar álcool em gel e máscaras ou mesmo itens em supermercados, não compreendendo que em toda calamidade precisamos que o cuidado seja a ferramenta mais importante, mesmo que o cuidado precise ser a distância. 

As crises humanas podem levar desde o fortalecimento de nossa existência ao nosso esfalecimento. A humanidade vive um destino comunitário. Embora este destino afete a cada um de modo diferente, ser humano é uma categoria que nos une. Como uma comunidade de destino. Sobornost.

 Sobornost O conceito/palavra foi cunhado pelos eslavófilos Ivan Kireesvsky e Aleksey Khomayakov para reforçarem a necessidade de cooperação entre as pessoas, visando combater o individualismo e levando em conta que os grupos em oposição focam em suas relações, apesar das diferenças, aquilo que possuem em comum. 

Hoje nossa cooperação vem de um isolamento que precisa que alguns profissionais não se isolem. Não só profissionais. As mães vão se isolar de seus filhos? 

Complicado, não é? Os familiares que cuidam de um ente querido estão nas trincheiras do enfrentamento desta situação. Porque sempre precisa-se de alguém que cuide, que se exponha. 

O que temos agora é que a humanidade precisa compreender que faz parte de uma grande comunidade e a compreensão disso é o enfrentamento da responsabilidade de cuidar de todos, seja cuidar arriscando-se ou isolando-se. Mas o objetivo é a continuidade do que nos faz humanos: o cuidado.

 

Beijos e abraços virtuais são sempre bem-vindos.

 

Daniela Caramori Morgan – Psicóloga – CRP 06/102734

Marcelo Salgado – Psicólogo – CRP 06/81547             

Sergio Rosa – Psicólogo – CRP 06/15726

Vania de Castro – Psicóloga – CRP 06/15110

 

 

 

 

 

Saiba mais…

Divulgaremos ao longo da semana orientações e reflexões para a família ocupar-se e viver da forma mais saudável possível, os dias de isolamento social provocado pela disseminação do Coronavírus (covid-19). Assim os membros das famílias poderão exercitar a alma, a calma, a empatia, a paciência, a solidariedade, a resiliência e a gentileza, dentro de casa e enfrentar a quarentena com amor e humor.

 

O Coronavírus ataca corpos humanos.

Os humanos defendem-se como podem.

Este vírus escancara as desigualdades biopsicossociais. Assim mesmo todos juntos e desiguais.

Tudo fica mais dramático porque, não se encontrou uma solução defensiva e planetária eficaz de ataque ao Coronavírus. Pelo contrário, esta pandemia exige defesas sociais e sanitárias que nos remete às pestes e isto abre a memória histórica e fantasmática das PESTES.

Mas houve evolução, a última pandemia ocorreu há 102 anos, a febre espanhola, que mobilizou todo o imaginário anterior e decerto modo pelos avanços higienistas e científicos, precaríssimos, consolidou as mesmas bases de defesa biopsicossociais contra a PESTE. Hoje sabemos disto como inconsciente coletivo e ou na mesma inflexão de conhecimento como metáfora. 

Peste, febre, epidemia e pandemia estão em nossa memória de povos, hoje sob forma de combate sanitário.

Junto com o combate sanitário fica escancarada a desigualdade social, ou seja, o Coronavírus atinge grande parte da civilização, nos dias de hoje. Agora, em questão de horas e de tempo, desprevenidos, embora mais ou menos cientes.

Será que estaremos fadados a uma espera da certeza por certezas atuais (as vacinas e outros medicamentos) ou a incerteza que nos acompanha há séculos salta do inconsciente e junta-se às nossas conhecidas origens das desigualdades sociais?

No momento que escrevemos isto temos em mente a maioria da população que vive em estado de pobreza, que mal dormiu, alimentou-se e se arriscou-se em meios de transporte apinhados, expondo-se a tal desumanidade por poucos que podem se isolar.

 

Beijos e abraços virtuais são sempre bem-vindos.

 

Daniela Caramori Morgan – Psicóloga – CRP 06/102734

Marcelo Salgado – Psicólogo – CRP 06/81547             

Sergio Rosa – Psicólogo – CRP 06/15726

Vania de Castro – Psicóloga – CRP 06/15110

 

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