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O ser humano vive momentos de descobertas internas e externas, geradas pela vivência da pandemia provocada pelo Coronavírus.

O avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) impulsiona-nos a ter ciência dos acontecimentos oriundos de lugares distantes do aconchego da poltrona da nossa casa, mas temos a capacidade de desligar o aparelho e nada saber. No entanto, a crise que vivemos agora produz dentro de nós o desejo de saber a última estatística dos casos confirmados, suspeitos ou o número de mortos no nosso e em outros países em tempo real.

Esta necessidade de informação pode acarretar a explosão das nossas emoções. E o choro é uma das formas de expressão das emoções e dos sentimentos.

O choro é a primeira forma de comunicação do ser humano. Ao nascer é por meio do choro que o bebê se comunica para informar à mãe ou ao responsável que ele necessita de algo. E, assim mantemos esta forma de manifestação das cargas emocionais durante a vida.

Investigar-se é uma forma de cuidar-se. Esteja atento aos seus sentimentos, pensamentos e desejos.

Em situações de crise como a que vivemos, a vontade de chorar pode surgir espontaneamente por qualquer motivo ou até sem um motivo aparente.

Caso isto ocorra com você: chore! Não segure o choro. Chore.

O desejo de chorar pode ser tão forte e você não consegue contê-lo. Por isso, feche os olhos, fique com você por um instante, observe-se e responda:

  1. Como estou me sentindo diante de todas as informações que recebo?
  2. Penso em outra coisa, a não ser nas últimas notícias sobre a pandemia?

O choro pode ser consequência do medo provocado pela excessiva exposição aos noticiários de TV, revistas, jornais ou qualquer tipo de mídia social (Whatsapp,  Facebook, Youtube, Instagram, entre outras).

Portanto, é hora de enfrentar e barrar a enxurrada de mensagens que você recebe a todo instanteE só você sabe a quantidade de conhecimento sobre o assunto que você suporta receber. Ninguém mais sabe.

Então, procure dosar as informações. Não é necessário pedir para as pessoas diminuírem as mensagens que lhe enviam. Você vai dizer a si mesmo o tempo e a quantidade de notícias que você consegue receber para manter-se informado, porém sem entorpecer-se e perder a autonomia.

Se estiver sozinho em casa, telefone para uma pessoa próxima. Caso esteja com familiares converse sobre o que está sentindo, mas não isole-se. Peça ajuda se precisar!

Lembre-se: estamos isolados fisicamente uns dos outros, mas podemos reinventar meios de manter-nos juntos com o outro.

 

Beijos e abraços virtuais são sempre bem-vindos.

 

Daniela Caramori Morgan – Psicóloga – CRP 06/102734

Marcelo Salgado – Psicólogo – CRP 06/81547             

Sergio Rosa – Psicólogo – CRP 06/15726

Vania de Castro – Psicóloga – CRP 06/15110

 

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