Respondendo a "Você sabe o que é depressão?"

Depressão - Doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente.

 Principais sintomas - Freqüentemente o indivíduo deprimido sente-se triste e desesperançado, desanimado, abatido ou “na fossa”, com” baixo-astral “. Muitas pessoas com depressão, contudo, negam a existência de tais sentimentos, que podem aparecer de outras maneiras, como por um sentimento de raiva persistente, ataques de ira ou tentativas constantes de culpar os outros, ou mesmo ainda com inúmeras dores pelo corpo, sem outras causas médicas que as justifiquem. Pode ocorrer também uma perda de interesse por atividades que antes eram capazes de dar prazer à pessoa, como atividades recreativas, passatempos, encontros sociais e prática de esportes. Tais eventos deixam de ser agradáveis. Geralmente o sono e a alimentação estão também alterados, podendo haver diminuição do apetite, ou mesmo o oposto, seu aumento, havendo perda ou ganho de peso. Em relação ao sono pode ocorrer insônia, com a pessoa tendo dificuldade para começar a dormir, ou acordando no meio da noite ou mesmo mais cedo que o seu habitual, não conseguindo voltar a dormir. São comuns ainda a sensação de diminuição de energia, cansaço e fadiga, injustificáveis por algum outro problema físico.

Pacientes c/ ELA podem sentir depressão? As causas de depressão são múltiplas, de maneira que somadas podem iniciar a doença. Deve-se a questões constitucionais da pessoa, com fatores genéticos e neuroquímicos (envolvendo neurotransmissores cerebrais tais como Serotonina e Dopamina) somados a fatores ambientais, sociais e psicológicos, como:

 

Estresse

 

Estilo de vida

 

Acontecimentos vitais, tais como crises e separações conjugais, morte na família, climatério, crise da meia-idade, entre outros.

Toda pessoa que se vê diante de um diagnóstico de uma doença grave, com aspectos sombrios e incertos como a ELA, é um candidato potencial a Depressão, embora isso não seja uma regra. Isso se deve as diversas situações de perdas e mudanças com as quais passamos a nos deparar, que, tendem a nos levar a um quadro de profundo estresse emocional. Tudo isso é perfeitamente compreensível e esperado.      

 Nesse caso, o que fazer? Procurar um especialista (Psiquiatra, Neuro, Psicólogo) é o melhor caminho. Existem pacientes que devido a dificuldades de acessibilidade a certos especialistas poderão conversar com seu próprio Neuro que lhe acompanha na ELA que lhe de um suporte também na questão da depressão. A depressão é uma doença reversível, ou seja, há cura completa se tratada adequadamente. O tratamento médico sempre se faz necessário, sendo o tipo de tratamento relacionado ao perfil de cada paciente. Pode haver depressões leves, com poucos aspectos dos problemas mostrados anteriormente e com pouco prejuízo sobre as atividades da vida diária. Nesses casos, o acompanhamento médico é fundamental, mas o tratamento pode ser apenas psicoterápico. Pode haver também casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico. Os medicamentos utilizados são os antidepressivos, medicações que não causam “dependência”, são bem toleradas e seguras se prescritas e acompanhadas pelo médico. Em alguns casos faz-se necessário associar outras medicações, que podem variar de acordo com os sintomas apresentados.

Fonte:                                                                                                                                                                 ABC da Saude (http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?102)                                                  Rev. Bras. Psiquiatr. vol.21  s.1 São Paulo May 1999

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Respostas

  • Depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de tristeza. Todas as pessoas, homens e mulheres, de qualquer faixa etária, podem ser atingidas, porém mulheres são duas vezes mais afetadas que os homens. Em crianças e idosos a doença tem características particulares, sendo a sua ocorrência em ambos os grupos também freqüente
  • Anti-inflamatórios podem reduzir a eficácia de antidepressivos, segundo revela estudo publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Pesquisadores da Rockefeller University, de Nova York, estudaram os efeitos de anti-inflamatórios como ácido acetilsalicílico, ibuprofeno e paracetamol quando combinados a antidepressivos inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), como o Prozac.

    Para chegar à sua mais importante conclusão, os pesquisadores administraram antidepressivos em camundongos com quadro de depresssão. Metade das cobaias também recebeu anti-inflamatórios. Os pesquisadores perceberam, então, que houve redução da eficácia do antidepressivo entre os animais que também tomavam anti-inflamatórios.

    Os médicos já suspeitavam da relação entre o uso de medicamentos como aspirina, um anti-inflamatório, e Prozac. Por isso, analisaram dados de um estudo realizado com 1.500 pessoas, que tomaram o antidepressivo Celexa, informando ainda se consumiam algum anti-inflamatório.

    Depois de 12 semanas, 55% dos voluntários que não haviam ingerido anti-inflamatórios apresentaram melhora no quadro de depressão. O resultado foi superior ao obtido entre os pacientes que haviam feito uso das duas drogas: 45%.

    "Muitos idosos que sofrem de depressão também têm problemas de artrite e outras doenças relacionadas. Como consequência, tomam antidepressivo e anti-inflamatórios", disse Paul Greengard, pesquisador da Rockefeller University, ao jornal britânico Daily Mail. "Nossos resultados sugerem que os médicos precisam analisar cuidadosamente as vantagens e desvantagens de tratar os pacientes com os dois medicamentos", completou.
  • Olá amigo António talvez este Link contribua para este assunto:

    http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/17020/ciencia-e-tecnologia/estu...
    » Isaúde
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