Enzima "Proteína C Ativada"


 PERGUNTA

do nosso querido Antonio Jorge para o Dr. Marco Antonio:

 

 

Pesquisas sobre a enzima "Proteina C Ativada" (Drotrecogina) em ELA

 

Prezado Dr Marco:

O Sr. pode nos informar sobre a continuidade ou não das pesquisas com a APC, conforme texto que abordou o assunto abaixo em set/2009?

Estudos pré-clínicos envolvendo a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) são importantes já que não existe, até o momento, tratamento com eficácia reconhecida para pacientes portadores dessa doença neurodegenerativa grave e fatal. Como as demais doenças neurodegenerativas, a ELA afeta uma subpopulação de neurônios responsáveis pela locomoção, os motoneurônios. Ainda que a morte neuronal tenha consequências graves para os pacientes, sabe-se hoje que as células não neuronais como astrócitos e microglias participam ativamente da patogênese da ELA e, junto com os neurônios, podem ser alvos terapêuticos. Um grupo de pesquisadores americanos publicou recentemente um artigo no Journal of Clinical Investigation relatando resultados promissores no tratamento de animais portadores de ELA com uma proteína chamada APC (do inglês, activated protein C). De acordo com esse estudo, os animais que receberam o tratamento apresentaram retardo na progressão da doença, aumento da sobrevida e ampliação da duração da fase sintomática da doença. A atividade protetora da APC se deve, supostamente, ao fato dela poder atravessar a parede dos vasos sanguíneos da medula espinal (nem toda substância injetada na corrente sanguínea consegue atravessar o vaso) e promover a inibição da produção da enzima SOD1 alterada, tanto em neurônios como em células microgliais e da parede dos vasos. A SOD1 é uma enzima que se encontra alterada em alguns pacientes portadores de ELA familiar, mas que também pode estar alterada em pacientes portadores da forma esporádica da doença. Sendo assim, teoricamente, a droga poderia vir a ter efeitos benéficos para as duas formas da doença. Segundo os autores, essa droga já vem sendo utilizada clinicamente em pacientes com septicemia e atualmente vem sendo testada em um estudo clínico aprovado, sendo administrada em pacientes portadores de acidente vascular agudo. Embora os autores se mostrem entusiasmados com a possibilidade de tratamento de pacientes portadores de ELA com a APC, acreditamos que mais estudos pré-clínicos sejam necessários, inclusive em outros laboratórios de pesquisa, para confirmar os efeitos benéficos da droga. (Ana Maria Blanco Martinez)

Fonte: Correio Braziliense, 21/10/09

 

RESPOSTA

do nosso querido Dr. Marco Antonio:

 

 

Droga utilizada para sepse, caríssima,

sem efetividade nenhuma para controle da doença.

Tem ação antinflamatória podendo apresentar uma melhora sintomática.

 

 

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Respostas

  • Obrigado.

    Na verdade, todos aqueles pacientes de ELA que quiserem fazer pesquisas bem fundamentadas sobre ELA deverão se reportar a proteina TDP-43, e não mais a SOD1, acho que é isso. O mesmo se aplica a pesquisa com Olesoxime, que se baseou na SOD1. Eis o que nos fala o Dr Marco Chieia acerca desse assunto:

    "O Neurologista Dr. Marco Antonio Chieia apresentou durante uma reunião para cuidadores, familiares e pacientes de ELA, promovido pela Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABRELA) informações sobre uma proteína ligada ao surgimento de ELA nos pacientes. “O que mais foi discutido no Congresso em Orlando foi baseado na TDP-43, uma proteína fosforizada intranuclear encontrada no citoplasma do neurônio motor. Essa proteína é a maior responsável, em grande parte dos pacientes que apresentam ELA associada”, declarou Chieia. Como todos os modelos e patologias de ELA giram em torno dessa proteína, como por exemplo a perda de função de núcleo, de transporte do axônio, ela se torna importante para o conhecimento todo da Esclerose Lateral Amiotrófica. “Antes era apenas a SOD1 associados a enzimas (mutações), agora temos essa nova proteína, a TDP-43 e assim poderemos entender a relação da TDP-43 com a degeneração do neurônio motor”, avisou. A novidade traz esperanças ao tratamento da Esclerose Lateral Amiotrófica, uma vez que, com isso, as pesquisas podem se tornar mais próximas da realidade da doença. “Estamos tentando caracterizar um modelo genético da doença que seja mais eficaz e mais próximo da realidade de quem é portador de ELA”, finalizou o neurologista."

    Fonte: todos por ela

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