Comunicação Alternativa

O que vem a ser Comunicação Alternativa e quando devemos iniciar?

 

(Gostaria de nesta discussão deixarmos de lado todos os aparatos que a tecnologia fornece, já que eles não são acessíveis a grande maioria da população).

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Respostas

  • JULIANA, MINHA PRIMEIRA PERDA FOI FALA ,USEI TODOS RECURSOS PRA ME COMUNICAR.ESCREVENDO,DEPOIS LIBRAS .FAZIA OS SINAIS COM A MÃO DIREITA.QUANDO PERDI FORÇA NA MÃO DIREITA FAZIA OS SINAIS COM A ESQUERDA.HOJE USO TECLADO VIRTUALPOIS TENHO 3 DEDOS NA MÃO ESQUERDA Q AINDA FUNCIONAM. JÁ ESTOU TREINANDO AS CUIDADORAS A ME ENTENDER. PELO OLHAR.

                                                        ABÇ  MARIA JOSÉ

  • essa semana falei com uma pessoa cuja a mãqe tem ele não fala mais e não sabe ler ou escrever...uma ideia que me surgiu e farei a ele é uma tabela com desenhos do que mais os pacientes necessitam..

    exemplo..uma pessoa de lado...sera virar

    uma pessoa sentada...sentar

    um penico...urinar

    e assim se vai...acho que é a melhor maneira nesse caso..bjo

    • Caso interessante, Alessandra. É tragédia demais,né? E Libras, caso os movimentos das mãos e braços não estejam comprometidos? As igrejas evangélicas tem dado muita atenção a essa questão, e tem muitas pessoas que podem ministrar aulas, pelo menos aqui em VR é assim. 
    • Antonio, vc nao acha que o desgaste (fadiga muscular) para LIBRA"S neste caso é muito grande? Este realmente é um questionamento interessante porque sou intérprete de Libras, mas nunca ensinei ou imaginei um paciente com doença neuromuscular fazendo libras. Mesmo porque não teremos como garantir a ele por quanto tempo conseguirá se comunicar assim.

      Outra pergunta que fica aí para "escutarmos"  nossos amigos da Comunidade.

       

      ab

    • Olha Juliana, ninguem melhor  que vc (que é interprete) p/ elucidar a questão. Acho que cada caso é um caso. Minha mãe, por ex, já tem ELA a uns 18 anos, e a fadiga muscular dos membros superiores dela praticamente inexiste. Ela é cadeirante, pois a ELA atingiu apenas seus membros inferiores. Ela lava, passa, cozinha (por sinal,muito bem!),é já tá puxando  seus 77 anos. Definitivamente as DND´s são doenças extremamente imprevisiveis.

      Até!

    • Antonio, elas são realmente imprevisíveis as DND's como vc disse. Nunca pensei nisto, mas acho que vai depender de cada paciente. Da aceitação de cada um e da disponibilidade em aprender. Seria uma boa tentativa, eu acho.  A minha única preocupação é mesmo com a fadiga muscular.
    • É isso aí, Juliana. Definitivamente Medicina não é Matemática...Pena que as tecnologias disponiveis p/ esses casos são tão caras. Veja o Stephen Hawking, o cara viaja o mundo inteiro sentado naquela "parafernália sibernética" com movimento residual de 1 dedo e os olhos apenas. Mas como eu disse,são tecnologias caras e p/ poucos mortais. Que pena.

      A sua preocupação em relação a fadiga na Libras se confirma no relato da nossa amiga Maria José.

    • Alessandra, neste caso a fono ajuda muito. Esta tabela como vc chamou pode ser montada junto com a paciente. Vendo o que é mais importante no seu dia a dia, para que ela tenha autonomia. Aqui mesmo na COMUNIDADE tem alguns exemplos. 

      A discussão é para que pensemos mesmo um pouco a este respeito. Não é ideal que a pessoa chegue ao ponto de não estabelecer mais nenhum tipo de comunicação para que a comunicação alternativa seja estabelecida. Fica mais complicado para o cuidador, para o treino do proprio paciente e até para os profissionais que atuam com ele.

       

      Ab

      Este grupo de RODA DE PERGUNTAS E RESPOSTAS é mesmo muito bom.

  • Vou arriscar (sem google e Wikipedia...rsrs...):

    São formas do indivíduo se comunicar fora dos padrões  considerados comuns ou primários, como escrever, falar.

    A comunicação com surdos-mudos ou pessoas impedidas de usar as voz (em alguns casos de ELA) deve ser feita através de Libras.

    A comunicação dos cegos com a leitura através do Braile.

    • Sim, Antônio. Estas, sem dúvida, são formas de comunicação alternativa. Quando o paciente já não pode mais falar e temos que então usar um outro código para que ele possa se fazer entender.

      Arrisque-se mais uma vez. Quando vc acha que esta comunicação deve ser iniciada em uma pessoa com ELA?

       

      Ab

       

      Juliana

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