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IPG realizou em Natal a quarta coleta de material genético para o Project Mine

Publicado em: 29/05/2017

O Instituto Paulo Gontijo (IPG) realizou em Natal a quarta coleta brasileira de material genético a ser avaliado junto ao Project MinE, programa internacional que busca identificar as causas da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Foram recolhidos DNA de 10 pessoas com mais de 18 anos que apresentam a doença e 7 “controles”, pessoas que não tenham a doença. A ação aconteceu no dia 26 de maio, das 7h30 às 12h, no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal.
 
O Projetc MinE atua em 16 países e tem como objetivo identificar as causas da ELA e trazer novas formas de abordagem terapêutica. Para isso, o projeto se propõe a sequenciar 15 mil pacientes com ELA 7.500 controles. O plano é analisar os perfis de pessoas com ELA e com compará-los a perfis de controles para descobrir associações quais variantes genéticas seriam responsáveis pela doença.
 
"Preconiza-se que a ELA seja resultante da interação entre fatores ambientais e genéticos. Para correta identificação desta última, é necessária a avaliação de um grande número de amostras, devido às variabilidades populacionais”, explica o Dr. Miguel Mitne Neto, coordenador de pesquisas do IPG. “O envolvimento do Brasil neste projeto é muito importante devido à miscigenação de sua população, o que pode trazer importantes respostas para esta área de estudo”, completa. 
O IPG e o Genoma USP são os representantes do Brasil no Project MinE e, em março deste ano, atingiu a marca de 50% nas coletas. 
A Esclerose Lateral Amiotrófica causa atrofia muscular e a sobrevida média do paciente é de apenas três anos. No Brasil, estima-se que 12 a 15 mil pessoas tenham a doença. No mundo todo, são cerca de 200 mil. “A esclerose lateral amiotrófica é um diagnóstico que muda para sempre a vida de todos os atingidos, sejam pacientes, familiares, amigos ou cuidadores”, afirma o neurologista Francisco Rotta, coordenador médico do Instituto Paulo Gontijo (IPG). 
A doença passou a ser mais conhecida após a campanha mundial “Desafio do Balde de Gelo” que aconteceu em 2014. A campanha angariou doações para instituições que trabalham em prol dos pacientes e da cura da doença, como o IPG, e trouxe um desafio aos participantes: jogar um balde de água gelada na cabeça como forma de analogia ao momento em que um paciente recebe o diagnóstico da doença. 
Um dos pacientes da Esclerose Lateral Amiotrófica mais conhecido mundialmente é o físico britânico Stephen Hawkin, de 75 anos, e que vive com a doença desde 21 anos.
 
Não há cura para ELA e os únicos tratamentos que existem são apenas paliativos.
Para saber mais sobre a participação do IPG no Project MinE e conhecer a pesquisa, acesse: www.projectmine.com/country/brazil/.
 
Veja fotos da ação em nossa página do Facebook: www.facebook.com/InstitutoPauloGontijo
FONTE: 

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