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GENTILEZA GERA GENTILEZA

 

Abraço: ato de amor!

Ricardo me surpreendeu com esse texto e pediu que eu

divulgasse, pois pode ajudar alguém mais

(longo, mas vale a pena!)

Divulgado por Hilda Borges - esposa de Ricardo.

ATENDIMENTO PSICOLÓGICO DOMICILIAR,

SOB A ÓTICA DO PACIENTE

Autor: Ricardo Leal de Abreu, engenheiro eletricista,

com esclerose lateral amiotrófica (ELA).

Introdução
Este pequeno texto tem como objetivo apresentar

as expectativas dos pacientes atendidos, em domicílio,

por profissionais de psicologia. Relata a minha experiência,

já que estou sendo atendido por quase dez anos. 
Em relação ao atendimento, cabe lembrar que só precisa

de atendimento domiciliar, pacientes que possuem

enfermidades que impedem o seu deslocamento. 
Eu possuo uma doença degenerativa, que faz com que

a doença vá se agravando com o passar do tempo. 

Dividi em três fases, depressão, euforia e aceitação,

ou seja, o diagnóstico, a esperança de cura

e a aceitação da doença.

Depressão

Após o diagnóstico da doença, o paciente, pode entrar

em um quadro depressivo se não tiver

um acompanhamento psicológico.

Esse quadro depressivo está ligado ao diagnóstico

da doença e da falta de perspectiva de vida

após o diagnóstico. No meu caso, a estimativa

de vida era de apenas três anos.

Abaixo estão algumas frases que o paciente

espera ouvir do psicólogo: 

Estou aqui para o que precisar.

Você não está sozinho.

Não existe culpado para o que está acontecendo.

O que eu posso fazer por você?

Está precisando de algo?

Vamos conversar?

Após o diagnóstico da doença o paciente entra

num estado de tristeza profunda e precisa de um apoio

psicológico para não entrar em um quadro depressivo. 

Passa pela cabeça dos pacientes coisas como:

A minha vida acabou. 

O que vai ser da minha família?

Eu não vou ver meus filhos crescerem.

Já que eu não tenho mais perspectiva de vida,

vou me matar para acabar com o sofrimento.

A partir desse ponto, temos duas alternativas,

começar o tratamento a base de medicamentos,

ou fazer o tratamento através da linguagem,

ou seja, através da palavra.

Usando a linguagem, parece ser o mais correto.

Para que ficar tomando antidepressivo, ficar se intoxicando,

sem falar nos efeitos colaterais e na dependência? 

A filosofia ajuda com exemplos:

Na Grécia antiga viveu um filósofo chamado Antifon,

que ficou conhecido como o criador do “Hospital de almas”.

Antifon foi o precursor da psicanálise. Ele dividiu

a mente em duas partes:

Uma parte iluminada (consciente). 

Outra parte, que ele chamou de obscura (inconsciente). 

Na obra de Freud não existe nenhuma menção a Antifon,

mas a semelhança é impressionante. 

Antifon era atomista, ele via os problemas do corpo

e da alma como uma coisa só e dizia que todo o

problema do corpo estava na parte obscura da mente. 

O tratamento de Antifon consistia em trazer o problema

para a parte iluminada da mente, para poder tratá-lo

através da palavra ou da interpretação de sonhos. 

Outro exemplo vem de Epicuro, que fazia

verdadeiras sessões de psicanálise no seu jardim.

Epicuro, dizia que a felicidade deveria ser atingida

através do prazer, mas não é qualquer prazer,

é o prazer pelas coisas simples. 

Se um homem atende as suas necessidades básicas,

sua satisfação de existir é imediata, ele experimenta

a tranquilidade, pois precisa de poucas coisas para

satisfazer tais necessidades e desejos.

São prazeres simples e atendidos de

forma moderada, comedida.

A partir do que disse Epicuro, o psicólogo pode mostrar

ao paciente, que nem tudo está perdido,

pois a vida continua e que não há razão

para entrar em desespero

e assim reverter o quadro depressivo.

Espinosa e Nietzsche também podem ajudar,

em relação à valorização da vida. Os dois disseram,

cada um a sua maneira, que a vida deve ser vivida

com intensidade e determinação,

como se fosse única. A vida é o bem mais

precioso que nós possuímos.

Euforia

Nessa fase, o paciente entra numa esperança de cura

e começa a acreditar que a doença não vai evoluir.

As seguintes coisas passam pela cabeça do paciente:

A doença não vai me atingir. 

A doença não vai evoluir. 

Eu vou superar tudo isso. 

Apesar da euforia, a doença evolui e vem a frustração.

Nesse ponto, se não tiver apoio psicológico,

o paciente pode voltar para a fase depressiva. 

O psicólogo deve incentivá-lo

a atingir a última fase, a aceitação. 

A filosofia pode, mais uma vez, ajudar. 

Espinosa e Nietzsche, através da valorização da vida,

dizem que a vida deve ser vivida com intensidade e

determinação, mesmo na adversidade.

O psicólogo deve direcioná-lo para a aceitação, nessa fase,

começa-se a resolver os problemas causados pela doença.

Aceitação

Nessa fase da doença, o paciente pode usar a aceitação

como instrumento de transformação. 

Aceitar a doença é o começo para conseguir superar

a adversidade e começar a conviver, de uma maneira

consciente e digna, com a doença.
Mas como? Aceitar a doença significa transformar

o sofrimento em algo suportável, para que a vida seja

prazerosa e a doença não signifique o fim do prazer de viver.

Recorrendo, mais uma vez à filosofia:

Na Grécia existiu um movimento filosófico,

chamado estoicismo, esse movimento dizia que para atingir

a ataraxia, que é a felicidade plena, nós temos que amar

a vida como um todo. Amar todos os aspectos da vida,

os momentos bons e as adversidades. Mas como amar

as adversidades? A resposta está na aceitação.

Para Nietzsche, nós temos que amar a vida plenamente.

Sim, amar a vida como ela é, amar todos os aspectos da vida,

os momentos bons e ruins.
Nietzsche, no seu livro mais famoso, Assim falou Zaratustra,

o profeta fala sobre o super homem, que alguns traduzem

por além do homem, ele fala que o super homem

só pode evoluir através da aceitação.

Tudo passa pela aceitação, só podemos transformar

a nossa vida através da aceitação.


Conclusão

Nesse texto, eu procurei descrever a minha experiência

com atendimento psicológico ao longo dos quase dez anos

do diagnóstico da minha doença. 

Nesse tempo, várias coisas passaram pela minha cabeça.

Até terminar com o sofrimento, interrompendo a minha vida,

foi cogitado. Quando temos um problema sem solução

tudo passa pela nossa mente. 
A fase depressiva é sem dúvida a mais importante,

sendo indispensável o apoio psicológico. 

A filosofia foi muito importante para ajudar

a superar todas as dificuldades. 

Filosofia vem do grego, que significa “amor pelo

conhecimento”, foi aonde eu fui buscar forças

para transformar o sofrimento em amor à vida

e dar um novo significado para sofrimento.

Espero que a minha experiência sirva para outras pessoas

que estejam passando por situações semelhantes a minha.

 

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